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38) O que é cartografia?

Há duas definições oficiais de cartografia apresentadas pela Associação Cartográfica Internacional, a saber:

1973
"A arte, ciência e tecnologia na construção de mapas, juntamente com seus estudos como documentação científica e trabalhos de arte. Neste contexto, mapa deve ser considerado como incluindo todos os tipos de mapas, plantas, cartas, seções, modelos tridimensionais e globos, representando a Terra ou qualquer outro corpo celeste."
1991
"Ciência que trata da organização, apresentação, comunicação e utilização da geoinformação, sob uma forma que pode ser visual, numérica ou tátil, incluindo todos os processos de elaboração, após a preparação dos dados, bem como o estudo e utilização dos mapas ou meios de representação em todas as suas formas."

Cartografia, portanto, encontra-se inserida no contexto da ciência da informação e representa, através de uma linguagem gráfica, os elementos geográficos que compõem a superfície terrestre.

39) Qual a importância da cartografia para melhor conhecimento do território e da população brasileira?

A cartografia proporciona um significativo grau de conhecimento sobre a forma, tamanho, posição e correlação espacial entre os elementos geográficos que compõem a superfície terrestre, sendo a referência espacial da representação cartográfica dos fenômenos (físicos e sociais) que ocorrem sobre o território.

Um mapa é um instrumento facilitador das tomadas de decisão sobre o território (conservação, ocupação recursos, etc.), efetuando uma leitura mais precisa destes fenômenos, o planejamento de ações de intervenção e sendo um instrumento de apoio às ações cidadãs de política pública da sociedade brasileira.

40) Qual é a diferença entre mapa e carta?

O mapa é representação cartográfica de um território limitado por um recorte territorial legal (divisão político-administrativa, terras indígenas) ou com características geográficas (bacias hidrográficas, biomas, etc.). Exemplo: Mapa do Brasil; Mapa do Estado do Rio de Janeiro, Mapa da Região Adminstrativa de Copacabana, Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Mapa Geológico do Cerrado, entre outros.

Carta é a representação cartográfica de um território, dividida em folhas delimitadas por paralelos e meridianos, produzidas nas escalas 1: 1.000.000, 1: 250.000, 1: 100.000, 1: 50.000 e 1: 25.000, segundo o Mapeamento Topográfico Sistemático Terrestre do Brasil, confeccionada no Sistema de Projeção UTM e referenciados ao Sistema Geodésico Brasileiro.

41) O que é uma base cartográfica contínua e para que serve?

Com o advento das tecnologias digitais no apoio aos processos produtivos da cartografia e o desenvolvimento de bancos de dados que armazenam e organizam dados geoespaciais, o IBGE adotou essa tecnologia e atualmente organiza sua produção cartográfica em banco de dados geoespaciais de todo o país. A base cartográfica contínua é um conjunto de dados geoespaciais digitais de referência, estruturados em banco de dados geoespaciais, com a possibilidade de recuperação de todos os atributos referentes a cada feição cartográfica existente, permitindo uma visão integrada do território nacional.

42) Como é o processo de confecção de bases cartográficas nos dias atuais?

Atualmente a produção cartográfica nas escalas do mapeamento sistemático brasileiro (1: 25.000 à 1: 1.1000.000) é realizada a partir de dois insumos principais: imagens de satélite e fotografias aéreas. Estes insumos são inicialmente trabalhados por processos que garantem a devida precisão do mapeamento a ser executado.

Esses insumos sofrem processos de georreferenciamento, correção das distorções provocadas pela representação 2D (imagens de satélites ou fotografias aéreas) de uma figura 3D (superfície terrestre), mosaicagem, e realce para homogeneizar sua aparência. Esse processo gera produtos denominados ortomosaicos.

A partir desses ortomosaicos e utilizando sistemas de produção cartográfica, os técnicos do IBGE interpretam, identificam, selecionam e classificam os elementos geográficos registrados nos ortomosaicos e convertem para representação cartográfica e organizam em banco de dados espaciais. Esse processo é chamando de extração de feições ou, quando se utilizam fotografias aéreas, restituição fotogramétrica.

Uma atividade de campo realizada paralelamente aos processos de extração de feição ou de restituição fotogramétrica é a reambulação. Reambulação é a atividades de campo que percorre a região mapeada para classificar elementos geográficos que não foram possíveis de se identificar pelos ortomosaicos e fazer a coleta dos nomes dos elementos geográficos.

Após a conclusão da reambulação e da extração de feições ou restituição fotogramétrica e a integração dessas informações numa única base cartográfica contínua, os técnicos do IBGE fazem uma atividade chamada de editoração cartográfica, que irá preparar esse mapeamento para impressão ou acesso via serviços web de mapas.

43) Como são realizadas as atualizações dos mapas produzidos pelo IBGE? Com que frequência e critérios as atualizações ocorrem?

O mapeamento produzido pela Coordenação de Cartografia é elaborado conforme as prioridades de projetos, convênios e demandas do governo. Varia conforme a escala de mapeamento e a área de abrangência.

As bases contínuas do Brasil nas escalas 1: 1.000.000 e para 1: 250.000 têm suas atualizações bianuais, a cada ano o IBGE disponibiliza uma dessas bases atualizadas. As atualizações de outras escalas são definidas através de projeto e demandas.

44) O que é um nome geográfico e qual a sua importância?

Nomes geográficos são os nomes próprios dos elementos geográficos naturais ou antrópicos (ex. rio São Francisco) e é composto pela junção de um termo genérico (ex. rio) e um termo específico que o individualiza (ex. São Francisco).

A pesquisa dos nomes geográficos constitui-se em relevante marca cultural no território e expressa uma efetiva apropriação do espaço por um dado grupo. É ainda um poderoso elemento cultural de um povo. Nomear e renomear rios, montanhas, cidades, bairros e logradouros tem um significado político e cultural, envolvendo etnias ou grupos culturais, hegemônicos ou não. Os nomes geográficos encontram-se diretamente relacionados com a identidade cultural do povo que habita cada local.

Um erro na nomenclatura de um elemento geográfico representado num mapa (erro linguístico ou posicional) pode trazer graves consequências para seus usuários, comprometendo a navegação no território, demarcação de áreas, propriedade intelectual e a diversidade cultural e ética.

45) Qual a atuação do IBGE na questão dos nomes geográficos?

O método utilizado pelo IBGE para identificar e nomear os elementos geográficos recorrentes no território é denominado reambulação – trabalho realizado em campo, com base em imagens, destinado à identificação, localização, denominação e esclarecimentos de elementos geográficos naturais e artificiais.

O critério de levantamento das informações em campo da reambulação atualmente utilizado pelo IBGE e pela Diretoria do Serviço Geográfico do Exército (DSG) privilegia o informante local. As entrevistas são realizadas em campo, normalmente dirigidas aos moradores mais antigos do lugar, e nelas se levanta tanto a nomenclatura genérica quanto a específica dos elementos geográficos.

Neste contexto, cabe esclarecer que o IBGE admite, na composição dos produtos cartográficos, as denominações informadas pelos moradores locais, respeitando as diversas formas de identificar os elementos, e são essas informações que irão compor a nomenclatura na base cartográfica. Procura-se, assim, respeitar a informação prestada pelos moradores locais, de acordo com as regras estabelecidas pela técnica de reambulação.

Todas as informações coletadas, armazenadas e relacionadas a essa área do conhecimento encontram-se disponíveis no Banco de Nomes Geográficos (BNGB) e no site do IBGE na Internet.

46) Como o IBGE se mantém atualizado sobre os nomes geográficos?

A atualização sobre os nomes geográficos se dá através da produção de um novo mapeamento ou da atualização de um mapeamento existente. Essas atualizações também são realizadas a partir das campanhas censitárias ou acordos de cooperação técnica com instituições estaduais.

47) O que é e para que serve uma imagem ortorretificada?

Uma imagem ortorretificada, proveniente de imagens de satélites ou fotografias aéreas, serve como insumos para o mapeamento de um território ou a atualização de um mapeamento já existente, bem como para a produção de produtos como cartas imagens e ortofotocartas.

O processo de ortorretificação busca o georreferenciamento e a correção das distorções das imagens e a garantia da precisão adequada para a sua finalidade.

48) Em que formatos o IBGE disponibiliza seus mapas? Como é possível acessá-los?

Os mapas são disponibilizados nos seguintes formatos de arquivos digitais: DGN, DXF; SHP. PDF

Eles podem ser acessados pelo site do IBGE: http://downloads.ibge.gov.br/downloads_geociencias.htm

49) O que é mapeamento topográfico e para que serve?

Mapeamento topográfico é o processo de representação cartográfica do território, no qual a altimetria do terreno encontra-se representada por curvas de nível, podendo ser disponibilizada em bases cartográficas contínuas ou em folhas articuladas, delimitadas por paralelos e meridianos, produzidas nas escalas 1: 1.000.000, 1: 250.000, 1: 100.000, 1: 50.000 e 1: 25.000, segundo o Mapeamento Topográfico Sistemático Terrestre do Brasil.

O mapeamento apresenta os acidentes geográficos físicos e culturais, naturais e artificiais mais gerais da superfície topográfica, representativos da hidrografia, do relevo, dos sistemas de transportes, dos limites, das localidades, das obras e edificações, devidamente identificados por nomes, cores e/ou símbolos, confeccionado em um Sistema de Projeção e referenciados ao Sistema Geodésico Brasileiro.

O mapeamento topográfico é referência para a geração dos mapas do Brasil, regionais e estaduais e para o posicionamento das informações temáticas como: vegetação, solos, densidade da população, entre outros.


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