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1) Que importância tem para um país a reunião numa mesma instituição das estatísticas e da informação geoespacial?

Ter como áreas finalísticas a estatística e a geociências permite ao IBGE uma produtiva complementação, onde a informação geoespacial traz a possibilidade de espacialização, análise e reflexão mais profunda na interpretação de números e séries estatísticas com as características geográficas do território brasileiro.

Num país com as dimensões do Brasil, e com tantas diferenças regionais, a realização, a coleta e a análise das pesquisas estatísticas não podem prescindir da distribuição espacial da informação coletada e das características do território em que ela ocorre, de modo a potencializar a compreensão dos resultados obtidos.

2) Existem outros institutos nacionais de estatística no mundo que também cuidam de geociências? Qual(is)?

No mundo, além do IBGE, existe o Instituto Nacional de Estatística, Geografia e Informática (INEGI) do México, criado em 1983, que se configurou como a instituição responsável pela geração de informações estatísticas e geográficas daquele país.

A integração dessas áreas foi um dos fatores que permitiram ao México um salto de qualidade na produção e divulgação de estatísticas sociais, econômicas e ambientais, tornando o país referência entre as nações latino-americanas.

3) Qual a formação do profissional que trabalha nas áreas de Geociências do IBGE?

A área de conhecimento abrangida pelas Geociências exige uma variada gama de profissionais e especialistas para realizar as atividades a ela associada. Entre eles podem-se destacar: agrônomos, biólogos, cartógrafos, engenheiros florestais, geógrafos, geomorfólogos, pedólogos, entre outros. A cooperação de profissionais com diferentes formações permite um entendimento mais profundo da realidade do país, de modo a compreender as características territoriais e sua influência nas questões sociais, econômicas, ambientais e demográficas.

4) O que é uma informação “geoespacial”?

O IBGE trabalha com o conceito definido pelo Decreto 6.666/2008, que instituiu a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE), segundo o qual um dado ou informação geoespacial é “aquele que se distingue essencialmente pela componente espacial, que associa a cada entidade ou fenômeno uma localização na Terra, traduzida por sistema geodésico de referência, em dado instante ou período de tempo.”

5) Que informações geoespaciais o IBGE produz? Como é possível ter acesso a elas?

As informações geoespaciais produzidas pelo IBGE são organizadas através de nove domínios da produção da Geociências. São eles: atlas; cartas e mapas; geografia e 9 organização do território; imagens do território; meio ambiente; modelos digitais de superfície; nomes geográficos e posicionamento geodésico. Essas informações são acessadas no portal do IBGE na internet (www.ibge.gov.br). Há também a possibilidade de compra dos produtos na loja virtual do IBGE, no caso de publicações impressas.

6) Para que fins o IBGE utiliza imagens de satélites?

As imagens de satélites são insumos importantes na nossa produção. Elas são usadas para a produção de informações de referência, como, por exemplo, a produção de bases contínuas em escalas pequenas e médias, atualização cartográfica, mapeamento temático e censitário.

As imagens de satélites também são usadas na produção de mapeamentos temáticos, em espacial os de recursos naturais (vegetação, solos, geologia, uso da terra).

As imagens auxiliam também nos trabalhos de campo, permitindo aos técnicos um reconhecimento do território.

7) Nesse tipo de trabalho, o IBGE opera em parceria com outros órgãos? Quais?

E como funciona a parceria? Sim, o IBGE faz parceria com diversas instituições, tais como Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Agência Nacional de Águas (ANA), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e outros. Essas parcerias visam ao intercâmbio de informações e à cooperação na produção e análise dos dados coletados, além das publicações conjuntas. Essas parcerias podem constituir convênios ou acordos.

8) O IBGE disponibiliza essas imagens para a sociedade? Como é possível ter acesso a elas?

O IBGE não é representante de nenhum satélite/sensor e, por isso, não pode disponibilizar ou comercializar as imagens brutas, nem diretamente de outra instituição. Entretanto, quando é feito algum tipo de processamento digital (agregando informação/valor), esse material pode ser disponibilizado, como é o caso das imagens do satélite Landsat, que foram utilizadas no projeto de elaboração da Base Cartográfica 1: 250.000, registradas/ortorretificadas, ou das fotos aéreas de alguns estados do Brasil. As imagens são acessadas em: http://downloads.ibge.gov.br/downloads_geociencias.htm.

9) Qual o papel do IBGE na definição e caracterização dos elementos da paisagem brasileira?

Por exemplo, é o IBGE que define quantos rios o país tem, ou qual o maior rio, ou a extensão do rio Amazonas, ou qual a nascente do rio São Francisco, ou a área da baía de Guanabara; quantas ilhas o país tem, ou se existe uma área mínima para um pedaço de terra ser considerado uma ilha? Constitui objetivo básico do IBGE assegurar informações e estudos de natureza estatística, geográfica, cartográfica e demográfica necessários ao conhecimento da 10 realidade física, econômica e social do País. A DGC, no seu processo de trabalho, realiza uma série de pesquisas nas áreas de geografia, recursos naturais e meio ambiente, estruturas territoriais, geodésia e cartografia.

O IBGE não tem a atribuição formal de definir quantos rios o país tem, ou qual o mais extenso, por exemplo, mas gera uma série de informações que podem apoiar esses estudos. Cabe destacar a participação do IBGE em trabalhos de elaboração de normas e especificações para o mapeamento, conceituando os elementos que compõem a paisagem brasileira.

10) Qual a participação do IBGE na Comissão Nacional de Cartografia (CONCAR)?

A CONCAR é um órgão colegiado do Ministério do Planejamento, instituída pelo Decreto lei n° 243 de 28 de fevereiro de 1967, que fixa as diretrizes e bases da Cartografia brasileira, tendo como atribuições principais: assessorar o ministro de Planejamento na gestão do Sistema Cartográfico Nacional (SCN) e na coordenação da execução da Política Cartográfica Nacional. O IBGE é membro da CONCAR e exerce a vice-presidência da CONCAR, a Secretaria Executiva e a gestão do Diretório Brasileiro de Dados Geoespaciais (DBDG) da INDE, além de participar nas subcomissões, comitês e grupo de trabalho da CONCAR.

11) Qual a participação do IBGE no Sistema Cartográfico Nacional?

O Sistema Cartográfico Nacional (SCN) regulamenta as atividades cartográficas em todo o território nacional segundo o seu marco legal - o Decreto Lei 243 de 1967 (DL 243). O SCN é um instrumento único, sob a gestão da União, e está sujeito à disciplina de planos e instrumentos de caráter normativo, consoante os preceitos do DL 243. Ele é constituído pelas entidades nacionais, públicas e privadas que tenham por atribuição principal executar trabalhos cartográficos ou atividades correlatas.

No DL 243 há citação ao IBGE, destacando seu papel de produtor, normatizador, coordenador do Sistema Geodésico Brasileiro e de intermediar entre os órgãos públicos, autarquias, entidades paraestatais, sociedades de economia mista e fundações que elaborarem, direta ou indiretamente, cartas para quaisquer fins, compreendidas entre as escalas de 1: 1.000.000 à 1: 25.000, e a CONCAR para questões técnicas.

Cabe ao IBGE baixar as Instruções Reguladoras das Normas Técnicas da Cartografia Terrestre Nacional, elaborar os Planos Geodésico Fundamental e Cartográfico Básico do IBGE. Está previsto ainda no DL que as entidades integrantes do SCN devem remeter ao IBGE, na forma e nos prazos estabelecidos pelo instituto, ouvida a CONCAR, as informações que permitam situar e avaliar as características dos trabalhos realizados, ressalvados os aspectos que envolvam a segurança nacional.

12) Qual a relação entre o Sistema Cartográfico Nacional e Sistema Geodésico Brasileiro?

Ainda, segundo o DL 243, a infraestrutura de referência do SCN é o Sistema Geodésico Brasileiro – SGB, que apoia todos os levantamentos cartográficos sistemáticos, sendo a sua coordenação de responsabilidade do IBGE. Segundo a Resolução PR IBGE N°022, o SGB é definido a partir do conjunto de pontos geodésicos implantados na porção da superfície terrestre delimitada pelas fronteiras do país - pontos estes que são determinados por procedimentos operacionais e coordenadas calculadas segundo modelos geodésicos de precisão compatíveis com as finalidades a que se destinam.


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